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As passeatas de Euclides Canela e erva doce Deixem-me ouvir o silêncio Doze anos Ecos Fiz-te poema! Meditações poéticas O Medo do dia seguinte O grito das verdades mudas O enterro prematuro O guardador de rebanhos Onde estiveste, Jesus? O guardião da noite O neto de Bartolomeu o poema insone O tricot do tempo Poemas de Florbela Espanca Recantos da lua Segredos aos pedaços Ser enquanto tal Silêncio transparente do meu corpo Speedball nas dunas Tempo real Versos nus

 

 

Passeatas de Euclides

Autor: Pedro Sazabra         

Colecção: Viagens na Ficção

N.º de páginas: 64

 

     Euclides não podia ser nenhum de vós, e não o podia ser porque Euclides não se deixa prender, não se deixa castrar nas sensações, não se deixa limitar por deveres morais. Euclides é assim, um pouco como todos lá no fundo desejam ser, um misto de moscardo, que chateia, um misto de verdade, que chateia e abre ao Mundo. Estas passeatas podiam acontecer num bairro perto do seu, numa intimidade assustadoramente próxima, mas descanse é só um livro, é só um aviso que neste Mundo há um Euclides, que pode aparecer-lhe e nada voltará a ser como antes. Quando se olhar ao espelho, não se assuste... é só você, mas se o susto acontecer, então Euclides apanhou-o! O Mundo passou a ser outro...