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Magna Editora
As passeatas de Euclides Canela e erva doce Deixem-me ouvir o silêncio Doze anos Ecos Fiz-te poema! Meditações poéticas O Medo do dia seguinte O grito das verdades mudas O enterro prematuro O guardador de rebanhos Onde estiveste, Jesus? O guardião da noite O neto de Bartolomeu o poema insone O tricot do tempo Poemas de Florbela Espanca Recantos da lua Segredos aos pedaços Ser enquanto tal Silêncio transparente do meu corpo Speedball nas dunas Tempo real Versos nus
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Passeatas de Euclides
Colecção: Viagens na Ficção N.º de páginas: 64
Euclides não podia ser nenhum de vós, e não o podia ser porque Euclides não se deixa prender, não se deixa castrar nas sensações, não se deixa limitar por deveres morais. Euclides é assim, um pouco como todos lá no fundo desejam ser, um misto de moscardo, que chateia, um misto de verdade, que chateia e abre ao Mundo. Estas passeatas podiam acontecer num bairro perto do seu, numa intimidade assustadoramente próxima, mas descanse é só um livro, é só um aviso que neste Mundo há um Euclides, que pode aparecer-lhe e nada voltará a ser como antes. Quando se olhar ao espelho, não se assuste... é só você, mas se o susto acontecer, então Euclides apanhou-o! O Mundo passou a ser outro...
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