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Augusto Dias

    Augusto Dias nasceu a 11 de Fevereiro de 1941, em Lisboa, estávamos em plena Segunda Guerra Mundial. Passou toda a sua infância e parte da adolescência, no Bairro da Estrela. Após a instrução primária, frequentou o Liceu Pedro Nunes, onde fez o primeiro ciclo e parte do segundo, tendo acabado o Curso Geral dos Liceus no Liceu de Oeiras, o mais perto da nova morada em Cascais. Por razões económicas, o terceiro ciclo do liceu foi feito em tempo nocturno, trabalhando no diurno.
    Em Janeiro de 1963, em plena Guerra Colonial, ingressou no exército, onde prestou serviço, durante cerca de 40 meses, como enfermeiro no Hospital Militar da Estrela. Ali vive a experiência mais dramática da sua vida, sem ir para África, combateu ao mesmo tempo em três frentes, procurando salvar do infortúnio, os seus camaradas feridos em combate na Guiné, Angola e Moçambique. Era a outra face da guerra, a desconhecida, a mais dolorosa. Foi durante o  serviço no hospital, que encontrou a pessoa que o iniciou nos estudos da espiritualidade que, após uma longa noite de interessante conversa, lhe propiciou o acesso à Sociedade Teosófica Portuguesa, que também tinha sido frequentada por Fernando Pessoa, entre outros. Na Sociedade Teosófica Portuguesa, teve acesso a uma das melhores, se não a melhor biblioteca sobre a cultura oriental. A curiosidade inicial acabou por se transformar numa obsessão pelo conhecimento, levando-o a ler dezenas e dezenas de livros, entre os milhares que a biblioteca guardava. Por incompatibilidade, digamos, das ideias, abandonou a Sociedade cerca de três anos mais tarde, iniciando, por sua conta, o estudo da filosofia, muito em especial a grega, da História, (desde a origem do homem até à actualidade) e posteriormente das religiões, estudos que continuou ininterruptamente até hoje. Das viagens que fez, ficou a conhecer: Espanha, França,Inglaterra, Itália, Alemanha, Suécia na Europa. O Brasil, na América. Da África conhece a Guiné. No Oriente, esteve na Índia.
    Hoje, reformado, continua a trabalhar, usando os tempos livres para pensar e escrever.