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Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche nasceu a 15 de Outubro de 1844, na Prussia, no seio de um família luterana, tendo sido destinado a ser pastor como seu pai.
    Nietzsche perde a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filologia afastam-no da tentação teológica: "Um outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia (...) a arte de bem ler – de saber distinguir os factos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução e a paciência." Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a leitura de Schopenhauer (O Mundo como Vontade e Representação, 1818) vai constituir as premissas da sua vocação filosófica. Aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, Nietzsche é nomeado aos 25 anos professor de Filologia na universidade de Basiléia. Adopta então a nacionalidade suíça . Desenvolve durante dez anos a sua acuidade filosófica no com predilecção para o pensamento pré-socrático.
    Em 1870 alista-se como voluntário na guerra franco-prussina. A experiência da violência e o sofrimento chocam-no profundamente. Era inquieto.
    Em 1879, o seu estado de saúde obriga-o a deixar o posto de professor. Começa então uma vida errante em   busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Génova, Turim, Nice: "Não somos como aqueles que chegam a formar pensamentos senão no meio dos livros - o nosso hábito é pensar ao ar livre, andando, saltando, escalando, dançando (...)." Em 1882, conhece Lou Andreas-Salomé, a   quem pede em casamento. Ela recusa, após ter-lhe alimentado expectativas de sentimentos recíprocos. No mesmo ano, começa a escrever a obra Assim Falou Zaratustra.
    Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo alucinante. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durando até à sua morte, o coloca sob a tutela da sua mãe e da sua irmã. No início desta loucura, Nietzsche encarna alternadamente as figuras míticas de Dionísio e Cristo, depois afunda num silêncio quase completo até a sua morte. Tradicionalmente dizia-se que contraiu sífilis. Estudos recentes inclinam-se para cancro do cérebro como causa da morte.
    Nietzsche viveu como pensou, com "o sentimento da união necessária entre a criação e a destruição."