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O título "o poema insone" prende-se com o facto de o autor, Duarte Temtem, escrever exclusivamente durante a noite, noites essas que geralmente se arrastam até às sete horas da manhã. A poesia deste livro está impregnada de ambiguidade de sentidos, onde predominam a melancolia e soturnidade. Esta pungência define-se por recorrentes alusões à solidão, a uma dor intensa e a uma finitude que desagua incorrigivelmente na morte.
O Guardião da Noite é um figura mística que nos transporta para os sentidos possíveis da linguagem. O leitor encontrará neste conjunto de contos indícios, pistas enubladas, distorcidas, embaciadas de um discorrer de experiências que para além de serem vividas são alvo de reflexão apaixonada, teórica, melancólica...
"Canela e Erva Doce" é a primeira obra poética de Paula Raposo. Estamos perante uma poesia livre, sem deslumbramentos formais no que respeita a métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está presente em todos e cada um dos momentos. Trata-se de uma poesia pura, quase ingénua, onde a transparência das palavras não deixa o mais tíbio dos leitores indiferente.
Nesta obra, Piedade Araújo Sol expõe as suas vivências poéticas, num espaço só seu. Esse espaço é preenchido com uma poesia simples, mas reflexiva, chegando a ser dramática. Predomina o eternecimento, a tendência no oculto e no desconhecido imaginário. É recorrente a abordagem ao tema dos amores não correspondidos ou traídos. A sua profunda insatisfação leva-a a uma implacável procura de um fio condutor, de uma alma gémea, sobressaindo uma profunda melancolia.
Existe um lugar secreto em cada um de nós onde o que sentimos é privado, é apenas sentido por nós e por muitas tentativas que façam, outros nunca chegarão a ele! Esse lugar, a alma ou o “eu”, é como uma ilha afastada de tudo e de todos, onde somos náufragos e todo o contacto com o exterior é proibido. O autor tenta quebrar essa lei que a nossa interioridade nos coloca, através do recurso a desinibição, através de uma tentativa de alienação de si mesmo pela escrita.