Prunella La Fuente
Prunella La Fuente nasceu em Florença, Itália, a 29 de Agosto de 1972. Foi a primeira e última filha do diplomata Giuseppe de Arezzo La Fuente e da actriz Tristana Conegli La Fuente. Dos seu tempos de menina guarda memórias um quanto amargas; a sua infância levara-a a precoce brisa primaveril de um certo ano. A morte dos pais num acidente de avião deixou-a órfã ainda com cinco anos. Desde que se lembra, Prunella passava dias a fio a sós com as suas telas, o piano, os livros, a grafonola, as marionetas... A escassez de interacção grupal levou-a desde criança a desenvolver as suas capacidades criativas. Desde muito cedo se entregou aos pensares, aos sonhos, a os olhares. Aos 22 anos acaba a licenciatura em cinema, na vizinha França. Produz 6 reconhecidos filmes independentes, arrecadando alguns prémios pelos mesmos, e algum tempo depois decide especializar-se em escultura. Sedenta de novas experiências, Prunella não perde uma oportunidade de viajar. Porto Rico, Egipto, Bulgária, Rússia, Japão, Argentina, a sempre presente e mágica França… Das viagens guarda como que misteriosa os rostos, o contraste, as canções, as línguas. Prunella é uma mulher bonita, óptima observadora, perspicaz, ciente do seu natural encanto… Apesar do seu corpo voluptuoso, da sua personalidade vincada e do seu requintado gosto em termos de vestuário, nunca se lhe conheceu nenhum relacionamento sério; restam-lhe memórias de paixões fugazes, reviravoltas sentimentais vividas em segredo. Neste momento, Miss La Fuente vive calmamente na artística Florença. Organiza serões com o seu mínimo grupo de amigos, entrega-se aos seus escritos com a Francesca, colecciona artigos de arte pós-moderna e renascentista… Prunella sente-se calma na companhia dos silenciosos mortos. Sempre que pode, visita-os; Ferrara, Verona, Piacenza, Turim, San Remo… Os cemitérios trazem-lha uma paz que ela não sabe encontrar em mais lugar nenhum. Depois que entra pelos largos portões de tais macabros espaços, Prunella compõe histórias, vive aos retalhos, enquanto as estações de confundem na sua mente. Foi numa das inúmeras visitas à casa dos mortos que conheceu Francesca Lambruscco. Como se fosse hoje… Aquela silhueta ao longe, as lágrimas que lhe escorriam da face a descer pelo decote, os lábios vermelhos fechados, o olhar distante… Aquela mulher… Aquele dia… Desde então as nossas vidas encontram-se nas mãos de Deus. Mais chérie, pouvons-nous être bien avec ce ‘fumeur d’havanes’ ?!
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