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Magna Editora
As passeatas de Euclides Canela e erva doce Deixem-me ouvir o silêncio Doze anos Ecos Fiz-te poema! Meditações poéticas O Medo do dia seguinte O grito das verdades mudas O enterro prematuro O guardador de rebanhos Onde estiveste, Jesus? O guardião da noite O neto de Bartolomeu o poema insone O tricot do tempo Poemas de Florbela Espanca Recantos da lua Segredos aos pedaços Ser enquanto tal Silêncio transparente do meu corpo Speedball nas dunasTempo real Versos nus
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Tempo real
Colecção: Viagens na Ficção N.º de páginas: 64
Quando nos ligamos a outro, fazemo-lo por aquilo que ele tem para nos dar, olhamos ao que o outro possuí, como se move, de que cor são os seus olhos... Neste "Tempo real" as horas e os momentos são definidos por um sentido interior, é esse sentido que ordena cronologicamente as sensações das personagens, esse sentido disposicional dá o tom ao tempo, dá-lhe a duração, dá-lhe o fluxo. Estas duas premissas são o ponto de partida para o romance, para o encontro de duas pessoas que se procuram mas que receiam, acima de tudo, expor a sua intimidade. Porque o medo de não terem nada a mostrar ao outro sobrepõem-se à vontade incontronável de se darem, sem barreiras, ao sentimento que os une.
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